O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou uma série de ressalvas, erros contábeis e descumprimentos de leis fiscais nas contas de 2025 do governo federal. O relatório técnico, apresentado pelo ministro Benjamin Zymler, detalha falhas que vão desde o abandono de critérios em obras públicas até distorções bilionárias no balanço de ativos da União.
O voto do relator detalhou que ministérios e estatais descumpriram o artigo 45 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A fiscalização do TCU constatou que órgãos como o Ministério das Cidades e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional incluíram novos projetos orçamentários sem garantir a conclusão das obras antigas, o que gera ressalva formal nas contas.
Outro ponto de alerta foi a concessão de garantia da União para uma operação de crédito de R$ 12 bilhões da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O TCU observou que o governo federal avaliou o plano de reestruturação sem um exame prévio conclusivo sobre a viabilidade econômico-financeira, além da previsão de um aporte de mais R$ 6 bilhões em 2027.
A auditoria contábil também expôs uma distorção de R$ 69,7 bilhões na Dívida Ativa. O TCU identificou a subestimativa dos créditos federais devido a um erro de modelagem no script automatizado da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), afetando cerca de 1,6 milhão de inscrições de devedores.


