O Tribunal de Contas da União arquivou uma representação enviada por um senador solicitando investigação sobre a relação de uma empresa com o Ministério da Educação. A Corte determinou o arquivamento por falta de provas suficientes para dar andamento à apuração.
A representação questionava o uso e o destino de recursos públicos federais, com indícios de favorecimento indevido à empresa Life Tecnologia Educacional. A companhia é operada por uma pessoa casada com filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Life Tecnologia Educacional foi alvo de operação da Polícia Federal em novembro do ano passado, denominada Coffe Break. A investigação apurava fraudes em licitações no interior de São Paulo, onde um líder do esquema movimentou mais de R$ 125 milhões em contratos de material didático e kits de robótica.
Investigadores também apuravam se a pessoa teria recebido pagamentos para influenciar o Ministério da Educação e atuar como lobista pela empresa. Os ministros do TCU, contudo, afirmaram que o pedido do senador se fundamenta apenas em matérias jornalísticas, sem documentos que individualizem fatos ou contratos específicos.
A decisão do TCU não impede a atuação da Polícia Federal, que pode dar continuidade à investigação do caso.

