A inteligência artificial pode reduzir em até 50% as tarefas operacionais de assessores financeiros, segundo um relatório da Capgemini. A transformação digital no mercado de gestão de patrimônio busca aumentar a eficiência frente à concorrência e às exigências de clientes de alta renda.
O estudo da Capgemini, baseado no World Wealth Report 2026, indica que a tecnologia avançada deve ampliar a capacidade dos profissionais, e não substituí-los. Atualmente, 41% do tempo dos assessores se concentra em atividades operacionais. Com a automação e o uso de IA, essa carga pode diminuir drasticamente, liberando tempo para o planejamento financeiro e o relacionamento com o cliente.
O comportamento dos investidores de alta renda também mudou. Em 2019, 39% dos milionários utilizavam apenas uma gestora, mas esse número caiu para 19% em 2025. A busca por soluções tecnológicas é reforçada pelo fato de 42% dos clientes ainda precisarem repetir objetivos e preferências durante o atendimento.
A projeção de crescimento para o setor é expressiva. A Capgemini estima um avanço anual de 44,1% para as ferramentas digitais do mercado financeiro até 2030. Especialistas afirmam que a combinação de IA, tecnologia e atendimento humano será um diferencial competitivo na gestão de patrimônio.


