Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) testam tecnologia que torna mosquitos Aedes aegypti inférteis, buscando reduzir a população do inseto transmissor da dengue.
A tecnologia consiste em banhar as larvas de mosquitos em um produto químico sem resíduos, que não prejudica o meio ambiente, animais ou pessoas. O processo gera machos que vivem normalmente, mas não conseguem se reproduzir. Após um mês, a queda na infestação é significativa.
Segundo Alan Kardec, do Iepa, o mosquito macho não pica nem precisa de sangue humano para sobreviver. “Ele copula com a fêmea, mas, por estar estéril, os ovos não geram larvas”, afirmou.
A tecnologia já foi usada no Paraná, onde reduziu em 95% a população de mosquitos. O Amapá foi escolhido por ser referência em casos de dengue e malária.

