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Educação

Tempo de estudo cresce, mas desigualdade educacional persiste no Brasil

Carla Fernandes
Última atualização: 19 de junho de 2026 11:12
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O tempo médio que um adulto com mais de 25 anos passa estudando aumentou para 10,2 anos em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação revelou que, apesar do avanço, mais brasileiros não concluíram o ensino fundamental do que obtiveram graduação.

A pesquisa do IBGE, divulgada nesta sexta-feira, aponta que o tempo médio de estudo de brasileiros acima de 25 anos subiu de 9,1 anos em 2016 para 10,2 anos em 2025. As mulheres estudam mais, com média de 10,4 anos, comparado a 10 anos dos homens. A disparidade regional é notável: o Nordeste registra o menor tempo de estudo, com 9 anos, enquanto o Sudeste atinge 10,9 anos.

Apesar do crescimento, a estrutura educacional ainda apresenta desafios. Em 2025, 25,6% dos brasileiros acima de 25 anos pararam de estudar antes do 5º ano, enquanto apenas 21,4% haviam concluído a graduação. Em contrapartida, a taxa de analfabetismo caiu para 4,9% em 2025, sendo a primeira vez que o índice fica abaixo de 5% desde 2016.

Os dados também indicam maior acesso para grupos específicos. Pela primeira vez, mais da metade de pessoas pretas ou pardas com 25 anos ou mais (51,3%) concluiu a educação básica. O país registrou 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2025, sendo a população idosa a maior parte desse grupo.

TAGGED:analfabetismoDesigualdadeeducaçãoEnsino SuperiorescolaridadeIBGE
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