A tendência ‘no makeup makeup’ evoluiu de técnica de maquiagem para estratégia estética completa, valorizando uma aparência naturalmente descansada e luminosa. Pacientes buscam uma pele que pareça pronta sem necessidade de cobertura pesada, o que impulsiona o mercado de tratamentos minimamente invasivos.
A mudança de foco na estética reflete uma preocupação crescente dos pacientes em evitar o aspecto artificial. Dados da American Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery mostram que tratamentos minimamente invasivos representam 80% dos procedimentos realizados, pois a prioridade é a qualidade real da pele, e não a cobertura.
A cirurgiã plástica Ana Penha Ofranti, da Revion International Clinic, explicou que a demanda atual é por um viço e uniformidade que já existam antes da aplicação de produtos. Ela afirmou: “Hoje existe uma procura muito forte por uma pele que já pareça bonita antes da maquiagem, sem excesso de cobertura ou aparência pesada”.
Entre os procedimentos em crescimento, o skinbooster melhora hidratação e elasticidade, criando o chamado “viço de pele boa”. Além disso, protocolos de resurfacing tratam diretamente poros e manchas, reduzindo a necessidade de maquiagem pesada. A dermatologista Roberta Bittar comentou que a estética contemporânea prioriza naturalidade com estrutura, pois “A nova maquiagem de luxo não tenta esconder a pele. Ela tenta fazer parecer que a pele já nasceu pronta”.

