A retomada do cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah, na sexta-feira, 19, não eliminou os sinais de tensão entre as partes. Líderes da organização xiita declararam que o confronto permanece uma disputa em aberto, e não um conflito encerrado, após o acordo mediado pelos Estados Unidos e Catar.
Os líderes do Hezbollah afirmaram que o plano israelense busca eliminar a resistência e a presença do grupo no Líbano. O secretário-geral da organização, Naim Qassem, declarou: “Estamos passando pela fase mais perigosa de nossas vidas no Líbano”. Ele acrescentou que o projeto para eliminar o Hezbollah “fracassou, e os israelenses se retirarão de cada último centímetro de nossa terra”.
O acordo de trégua foi estabelecido após uma escalada provocada pela morte de quatro soldados israelenses em um ataque atribuído ao grupo libanês. Esse episódio levou Israel a ampliar bombardeios, atingindo cerca de 150 alvos e expandindo operações para o Vale do Bekaa.
Em Israel, a entrada em vigor do cessar-fogo foi anunciada por autoridades estrangeiras, sem pronunciamento público do governo. Uma fonte graduada do governo afirmou que o entendimento “não impõe novas limitações às operações militares israelenses”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu divulgou imagens de ataques das Forças de Defesa de Israel (FDI) no Líbano, declarando que “as FDI atacaram com força 150 alvos do Hezbollah no Líbano e eliminaram dezenas de terroristas”.

