A disputa de meses entre funcionários do governo dos Estados Unidos e a empresa de inteligência artificial Anthropic mostra sinais de abrandamento. O cenário ocorre enquanto a companhia se prepara para abrir seu capital, segundo fontes ligadas ao relacionamento entre as partes.
O conflito iniciou-se no começo deste ano após a Anthropic recusar-se a permitir que as Forças Armadas dos EUA utilizassem seus modelos de IA para vigilância doméstica e sistemas de armas totalmente autônomos. Em resposta, o governo colocou a empresa em uma lista negra de segurança nacional, com vigência prevista para o final do ano.
Em março, o Departamento de Defesa dos EUA classificou a companhia como um ‘risco para a cadeia de suprimentos’. Essa designação, inédita para uma empresa norte-americana, restringe o uso da IA da Anthropic por contratados das Forças Armadas dos EUA. O relacionamento demonstrou melhorias após a visita do presidente-executivo da Anthropic à Casa Branca em abril.
Apesar da melhora, a Anthropic contesta a designação de risco no tribunal. Um advogado especializado em contratos governamentais disse que é improvável que haja amenização de danos maiores aos negócios da empresa até a resolução da disputa. Um sinal simbólico de desanuviamento foi o convite da Casa Branca ao executivo da Anthropic para um decreto de IA, embora o evento tenha sido cancelado posteriormente.


