Adolescentes em tratamento para transtornos como TDAH e ansiedade participaram de uma noite de jogos em uma casa de jogos em Moema, São Paulo. A atividade, que envolve psicólogos e acompanhantes terapêuticos, visa tirar os jovens do consultório para inseri-los em situações do cotidiano.
A modalidade de acompanhamento terapêutico extrapola os limites do consultório, ocorrendo em locais como escolas, parques, shoppings ou mesas de jogos. A proposta é estimular habilidades como comunicação, convivência social, trabalho em equipe e tolerância à frustração por meio de jogos como Coup, Dixit e Saboteur.
Rafael Baptista de Melo, diretor da clínica Revitaliz, afirmou que a escolha do local é parte da estratégia de intervenção. Segundo ele, o objetivo é levar a intervenção ao ambiente natural do paciente, onde as dificuldades aparecem de forma espontânea. O método, existente no Brasil desde as décadas de 1970 e 1980, tem visto aumento na procura entre adolescentes.
Germano Henning, mestre em Psicologia Clínica pela USP, explicou que o diferencial do acompanhamento é observar o paciente em situações reais. Ele comentou que, ao sair do consultório, é possível ver o comportamento acontecendo, identificando dificuldades que não surgem apenas na conversa. Para os especialistas, o método foca no desenvolvimento da autonomia do paciente.

