Indivíduos da comunidade LGBTQIAPN+ relatam que a psicoterapia foi essencial para superar traumas, rejeição familiar e o peso do preconceito. A experiência de Wendryl Lucena, de 31 anos, e de Ângelo Rafael Rodrigues Guimarães, de 35 anos, ilustra o papel do acolhimento na saúde mental.
Wendryl Lucena, que vive em São Paulo desde 2024, narra como enfrentou um passado marcado por ambientes de vulnerabilidade e a rejeição paterna por sua orientação bissexual. Ele relata que, após vivenciar relacionamentos abusivos, encontrou na psicoterapia um porto seguro. Segundo ele, buscar clínicas especializadas na comunidade LGBTQIAPN+ facilita o entendimento mútuo, tornando o processo terapêutico mais rico.
Ângelo Rafael Rodrigues Guimarães, psicólogo transexual, afirma que o tratamento psicológico foi decisivo em sua vida, após episódios depressivos e ideação suicida. Para ele, o acompanhamento não foca apenas na condição individual, mas também nos fenômenos sociais e familiares que influenciam a saúde mental dessas pessoas.
Ambos os relatos demonstram que, em um contexto de constante negação de identidade, a escuta qualificada se torna um fator de proteção. O acompanhamento psicológico é visto como um caminho para a reconstrução pessoal e para a busca por uma vida mais leve e realizada.

