Um novo estudo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics indica que a Terra pode escapar da expansão máxima do Sol quando a estrela atingir o fim de sua vida. A possibilidade depende de um equilíbrio entre o crescimento da estrela e a perda de massa solar, embora o planeta se torne inabitável antes.
Os pesquisadores desenvolveram modelos matemáticos para simular a evolução do Sistema Solar, combinando cálculos com observações de uma estrela semelhante ao Sol em estágio avançado. Os resultados mostram que o destino do planeta depende de dois processos simultâneos: o envelhecimento solar e a perda de massa estelar.
À medida que o Sol envelhece, ele deixará de fundir hidrogênio e se expandirá, tornando-se uma gigante vermelha. Contudo, a estrela também perderá massa, o que reduz a força gravitacional e desloca as órbitas dos planetas para longe. Se esse afastamento superar a velocidade de crescimento da estrela, a Terra pode escapar da região de expansão solar.
O cenário apresenta incertezas, principalmente sobre a quantidade de massa que o Sol perderá e a intensidade das forças de maré. Apesar da possibilidade de escape, astrônomos estimam que o aumento da luminosidade tornará a Terra inabitável cerca de 1 bilhão de anos antes da fase de gigante vermelha, provocando a evaporação dos oceanos.

