A Venezuela enfrenta um colapso nos serviços funerários após fortes terremotos atingirem a região norte na noite de quarta-feira (24). Devido à superlotação de hospitais e à insuficiência de necrotérios, familiares transportam corpos de parentes em caminhonetes até centros de medicina legal.
A crise humanitária se intensificou com a chegada de vítimas aos necrotérios de Caracas. Um funcionário do Serviço Nacional de Medicina Legal informou que cerca de 200 corpos chegaram ao local desde sexta-feira (26). A cena, registrada pela imprensa local, mostra o sistema de saúde sobrecarregado.
Os sismos, considerados os mais fortes em mais de um século, tiveram epicentros próximos e baixa profundidade, ampliando os danos. O governo venezuelano declarou mais de 3 mil feridos e 3.100 pessoas desabrigadas. O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários estima que mais de 50 mil pessoas possam estar desaparecidas.
A resposta internacional inclui o envio de mais de 1.600 socorristas estrangeiros, além de apoio do Brasil com médicos e cães farejadores. Apesar do reforço, autoridades alertam que o número final de vítimas pode ser maior devido à densidade populacional das áreas afetadas.

