Organizações terroristas utilizam o ciberespaço para ampliar seu alcance, reduzir custos operacionais e dificultar a atuação de autoridades. O uso do cibercrime abrange desde a obtenção de recursos financeiros por meio de fraudes digitais até a disseminação de ideologias em redes sociais.
Uma das principais aplicações é o financiamento ilícito. Grupos utilizam golpes de phishing, fraudes bancárias eletrônicas, clonagem de cartões e ataques de ransomware para obter fundos. Esse dinheiro pode ser usado para logística, aquisição de equipamentos e expansão da organização. Além disso, criptomoedas facilitam a lavagem de dinheiro, permitindo que os grupos ocultem a origem de valores e movimentem recursos globalmente.
A internet também serve como ferramenta de influência e comunicação. Grupos extremistas utilizam redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar membros e disseminar suas ideologias. Para manter a segurança, empregam criptografia ponta a ponta, mensagens temporárias e redes como a Tor. Em cenários mais avançados, eles coletam inteligência em fontes abertas (OSINT) e tentam atingir infraestruturas críticas.
A ameaça se agrava com a desinformação e a compra de serviços na Dark Web. Grupos utilizam perfis falsos e bots para gerar polarização social. A Dark Web oferece um mercado clandestino onde é possível adquirir malware sob demanda e documentos falsificados, diminuindo a necessidade de conhecimento técnico avançado por parte da organização.

