O Tesouro IPCA+ 2032 renovou a máxima histórica da série nesta quinta-feira, 18 de junho, ao abrir a 8,51% ao ano. A alta ocorreu após o Copom cortar a Selic em 25 pontos-base, para 14,25%, e o presidente do Fed, Kevin Warsh, fazer um discurso interpretado pelo mercado como inclinado a altas de juros.
A sessão foi marcada pela digestão das decisões de juros tomadas no Brasil e nos Estados Unidos. O corte da taxa básica de juros pelo Copom ampliou o fosso entre a Selic e os prefixados. Com a Selic em 14,25%, o Tesouro Prefixado 2029 opera 50 pontos-base acima da taxa básica, o que reforça a leitura de que o mercado não prevê um ciclo contínuo de cortes.
Em divergência, analistas apresentam visões distintas sobre o futuro das taxas. Enquanto alguns avaliam que o ciclo de cortes está encerrado devido à piora do quadro inflacionário, o UBS prevê reduções adicionais em agosto e setembro, considerando o mercado conservador demais.
Para o investidor, as taxas atuais são vistas como oportunidades para travar o rendimento até o vencimento, dado que a volatilidade dificulta a saída antecipada com lucro maior. No exterior, os Treasuries de 2 anos permanecem elevados, enquanto os de 30 anos registraram queda de rendimento.

