Especialistas defendem que não há necessidade de escolher entre Tesouro IPCA+ e Fundos Imobiliários; as duas classes de ativos podem atuar de forma complementar na carteira do investidor. O Tesouro IPCA+ 2032 registrou taxa de 8,51% acima da inflação na última quinta-feira (18), enquanto os FIIs atraem investidores pela renda passiva.
A visão predominante entre os analistas é que a diversificação entre renda fixa e fundos imobiliários é mais inteligente para a construção de patrimônio. Izabele Correia, analista de fundos imobiliários da Nord Investimentos, afirmou que a diversificação é um fator chave nos investimentos.
Leonardo Verissimo, analista da Eleven Financial, sugeriu uma alocação estratégica: reservar entre 70% e 80% da carteira para FIIs, visando o fluxo mensal de dividendos, e destinar 20% a 30% para títulos públicos de qualidade. Essa divisão permite capturar retornos reais atrativos oferecidos pelos títulos públicos.
Igor Ribeiro, sócio da Nippur, explicou que a retomada do interesse em FIIs está ligada à antecipação de um cenário de juros menores no futuro. Ele comentou que, com o juro nominal mais baixo, o dividendo isento se torna mais atrativo. No entanto, os especialistas alertam para erros comuns na análise dos FIIs, como focar apenas no dividend yield, que pode indicar risco.

