Um resultado alterado no teste do pezinho de recém-nascido não estabelece um diagnóstico de doença. O exame funciona como triagem neonatal, identificando bebês com risco para condições raras que precisam de investigação complementar.
O teste do pezinho avalia a possibilidade de o bebê ter maior risco para certas doenças, mas a maioria dos resultados positivos é falso positivo, visto que as condições pesquisadas são raras. Nos programas de triagem, cerca de 1% a 2% dos exames podem apresentar alteração inicial, mas apenas uma parcela desses casos é confirmada após a análise.
Ao detectar uma alteração, o acompanhamento é imediato. Dependendo do marcador, o bebê pode repetir a coleta, realizar exames confirmatórios específicos ou ser encaminhado a um especialista. Fatores como prematuridade, internação em UTI neonatal ou uso de nutrição parenteral podem aumentar a chance de falso positivo, conforme explica o Dr. Alessandro Danesi, médico pediatra.
Apesar de muitos resultados serem descartados, a alteração deve ser levada a sério. O objetivo da triagem é permitir o diagnóstico precoce de doenças tratáveis, iniciando intervenções que evitam sequelas neurológicas graves e risco de morte. A comunicação desse resultado à família deve ser clara, explicando que se trata de uma triagem e que os próximos passos visam esclarecer a situação com segurança.


