Uma tia de aluna atropelada em frente ao Colégio Arena, em Goiânia, questionou a versão da instituição sobre os procedimentos adotados após o acidente ocorrido na última segunda-feira, dia 22. Segundo a advogada, a escola prestou assistência médica, mas não acionou a Polícia Militar nem registrou boletim de ocorrência imediatamente.
A advogada Sara Milhomem afirmou que, embora reconheça a assistência médica prestada pelo colégio, questiona a condução do caso logo após o atropelamento. Ela relatou que o motorista permaneceu no local por um tempo, mas teria deixado a unidade antes da saída da ambulância. Milhomem declarou que o socorro foi chamado pela escola, e não pelo condutor, e que constatou a ausência de boletim de ocorrência ao chegar ao local.
O Colégio Arena, por sua vez, informou que acionou imediatamente um serviço médico particular mantido pela escola. A instituição disse que acompanhou as famílias no hospital e que o coordenador pedagógico geral prestou apoio às autoridades, disponibilizando imagens e o boletim de ocorrência já registrado. O colégio afirmou também que assumiu integralmente os custos do tratamento da estudante ferida.
O acidente, que ocorreu por volta das 16h45, envolveu um veículo elétrico conduzido pelo pai de uma aluna. A tia informou que a adolescente sofreu fratura no pé em três pontos, e há suspeita de rompimento de ligamento no joelho da outra perna. A família procurou a Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito no dia seguinte para formalizar a representação criminal.

