O Estreito de Ormuz registrou um aumento no tráfego marítimo na última semana, superando o volume dos três meses anteriores. Contudo, o ritmo diminuiu na sexta-feira (26) após a suspensão de um plano de evacuação crucial da Organização Marítima Internacional (IMO).
Setenta e três embarcações transitaram pela via navegável na quarta-feira, o maior número desde o início dos conflitos com o Irã no final de fevereiro, segundo o MarineTraffic. Esse volume é mais que o dobro do registrado na terça-feira. O crescimento no tráfego ocorreu após os Estados Unidos suspenderem sanções ao petróleo iraniano no início da semana, como parte de um acordo de cessar-fogo entre os países.
A IMO, juntamente com o Irã e Omã, havia criado duas rotas marítimas novas, livres de minas, ao norte e ao sul do estreito, visando retirar o tráfego gradualmente. No entanto, os planos de evacuação foram suspensos na quinta-feira após uma embarcação ser atingida no Golfo de Omã. Uma autoridade norte-americana informou que o navio sofreu um ataque de drone iraniano, mas o Irã não assumiu a responsabilidade.
O tráfego caiu cerca de metade na sexta-feira, após o Irã alertar que a passagem segura seria garantida apenas por rotas declaradas a Teerã. Até o momento, a IMO registrou pelo menos 46 ataques a embarcações e 14 mortes. Especialistas indicam que as grandes transportadoras globais ainda não retornaram, mantendo o status quo de risco na região.

