A enxaqueca, doença neurológica incapacitante, afeta milhões de pessoas com crises que incluem dor intensa, náuseas e sensibilidade a estímulos. Pacientes que não obtêm controle satisfatório com medicamentos tradicionais podem se beneficiar de abordagens especializadas, como a neuromodulação e procedimentos intervencionistas.
Apesar dos avanços, muitos pacientes convivem com limitações, acreditando que não há opções além dos remédios convencionais. Segundo o neurocirurgião Messias Eduardo da Silva, especialista em neurocirurgia funcional, dor e neuromodulação, há uma tendência de normalizar a dor, mas a medicina moderna passou a atuar diretamente nos circuitos neurológicos relacionados à dor.
Para casos refratários, especialistas indicam avaliações que podem levar a tratamentos como bloqueios de nervos periféricos guiados por ultrassom, radiofrequência pulsada, aplicação de toxina botulínica ou neuromodulação. Esses métodos visam reduzir a frequência e a intensidade das crises, e não apenas tratá-las quando ocorrem.
Os especialistas reforçam que a escolha terapêutica deve ser individualizada, dependendo do histórico clínico e da resposta do paciente. O objetivo é encontrar a estratégia que permita a recuperação da funcionalidade e da qualidade de vida, mostrando que a dor não precisa ser aceita como inevitável.

