O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo americano não liberará ativos financeiros congelados nem afrouxará sanções econômicas contra o Irã em qualquer acordo inicial para encerrar as hostilidades. A declaração foi feita em entrevista e estabelece que qualquer alívio financeiro dependerá da conformidade de Teerã.
Trump criticou gestões anteriores, citando o pacto assinado pelo ex-presidente Barack Obama, que permitiu o envio de dinheiro em espécie aos iranianos. O líder republicano disse que o desfecho sob sua liderança será mais favorável aos interesses de segurança de Washington. Ele detalhou que a diplomacia americana exige termos mais severos, incluindo uma cláusula que proíba o Irã de desenvolver ou adquirir armas nucleares por vias alternativas.
Em caso de acordo, os EUA pretendem trabalhar com forças iranianas para confiscar e destruir todo o urânio enriquecido com equipamentos militares americanos. Na ausência de entendimento, Trump alertou que as forças americanas continuarão degradando o poderio militar iraniano. Relatórios do Pentágono indicaram que cerca de 90% da marinha e 95% das minas navais iranianas foram eliminadas nos últimos três meses.
O presidente confirmou a manutenção de um contingente de 50 mil soldados americanos no Oriente Médio por tempo indeterminado, usando a presença militar como pressão nas negociações. Economicamente, Trump reconheceu que o fechamento do Estreito de Ormuz pressionou preços, mas previu queda nas cotações do barril após o fim do conflito.


