O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta terça-feira a decisão do presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, que retirou de circulação a pesquisa AtlasIntel. A medida foi tomada após alegações de que o questionário poderia induzir os entrevistados, afetando a percepção de desgaste de um político.
A decisão de Nunes Marques acolheu argumentos da defesa do partido do político, identificando “possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”. O ministro apontou que a sequência de perguntas do formulário da Atlas aparenta “extrapolar a simples aferição neutra da opinião pública para introduzir estímulos possivelmente aptos a influenciar as respostas relativas à intenção de voto, à rejeição e à avaliação de imagem do pré-candidato”.
O presidente do TSE destacou que a permanência de circulação de levantamento cuja higidez metodológica se encontra sob questionamento pode potencializar efeitos de difícil reversão no contexto do processo eleitoral. A pesquisa AtlasIntel apontava desgaste do político após a divulgação de cobranças feitas ao ex-banqueiro para financiamento de um filme.
A Atlas afirmou em nota que a pesquisa foi realizada sem reproduzir áudio do político aos entrevistados e que “não houve qualquer tipo de indução aos entrevistados”. O julgamento é visto por interlocutores do TSE e do STF como um indicativo da atuação da Corte durante o período eleitoral.


