O câncer de rim, geralmente um carcinoma de células renais, cresce de forma lenta e sem sinais clínicos nas fases iniciais. Especialistas alertam que o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de cura, que podem superar 90% quando o tumor está restrito ao órgão.
A doença é frequentemente descoberta de maneira incidental, durante exames de imagem realizados por outras razões. Segundo o urologista Antônio Flávio Rodrigues, quando o tumor está contido no rim, a cirurgia demonstra alta eficácia e pode ser curativa. O principal desafio reside na dificuldade de perceber os primeiros sinais da patologia.
Quando os sintomas surgem, os mais comuns incluem sangue na urina, dor lombar persistente, perda de peso inexplicada, fadiga e episódios de febre. Fatores de risco conhecidos abrangem tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, histórico familiar e envelhecimento. Pessoas com doença renal crônica também têm maior predisposição.
O diagnóstico é feito por exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada. O tratamento varia conforme o estágio do câncer, incluindo cirurgia, imunoterapia e terapias-alvo. Além disso, especialistas enfatizam a prevenção por meio da adoção de hábitos saudáveis, como não fumar e manter peso adequado.

