Líderes da União Europeia decidiram criar medidas de defesa comercial mais robustas para enfrentar o aumento das exportações chinesas. A decisão, tomada em Bruxelas, ocorre devido à preocupação do bloco com a dependência excessiva e a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos.
O desequilíbrio comercial é significativo: o déficit de bens do bloco de 27 países atingiu cerca de € 360 bilhões no ano passado, indicando que as exportações chinesas superaram amplamente as da UE. Em um jantar de duas horas, os líderes discutiram como reforçar o arsenal comercial do bloco.
Um funcionário da UE informou que os líderes instruíram a Comissão Europeia a desenvolver ferramentas de defesa comercial, mantendo, contudo, um “diálogo construtivo” com os parceiros econômicos. Foi solicitado que a UE assegure ter todos os instrumentos para defender seus interesses e reduzir riscos.
Embora haja um consenso sobre o diagnóstico, as posições divergem quanto à solução. O chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, defendeu uma postura pragmática, afirmando que “Precisamos de amigos, de relações equilibradas, precisamos ser pragmáticos e construir pontes, tanto com grandes economias, potenciais aliados, como a China, quanto com aliados tradicionais, como é o caso dos Estados Unidos.”

