A União Europeia e os Estados Unidos validaram o acordo comercial que encerra a disputa tarifária entre os blocos. A decisão, tomada pelo Conselho dos Vinte e Sete, permite que a UE renuncie a represálias contra os 15% de tarifa generalizada imposta pelos EUA, desde que a alíquota não ultrapasse esse limite.
O acordo, negociado há quase um ano, estabelece novas normas que devem entrar em vigor antes do prazo final de quatro de julho, ameaçado pelo presidente norte-americano. As novas regras, que vigorarão até o final de 2029, preveem acesso preferencial ao mercado europeu para produtos industriais norte-americanos e cotas reduzidas para produtos agrícolas e frutos do mar dos EUA.
O acordo inclui mecanismos de salvaguarda para suspender as concessões caso sejam constatadas graves distorções de mercado ou se os Estados Unidos impuserem novas tarifas. Um pedido justificado de três ou mais Estados-membros, da indústria ou de sindicatos da UE pode iniciar uma avaliação formal sobre o dano aos produtores europeus.
Além da política comercial, o pacto prevê compromissos de compras de energia no valor de 750.000 milhões de dólares e investimentos de mais 600.000 milhões de dólares nos EUA. A porta-voz-chefe do Executivo da presidente da Comissão Europeia afirmou que a UE está cumprindo integralmente sua parte no acordo, incluindo o aumento nas compras de gás natural liquefeito.

