A União Europeia oficializou um veto à carne brasileira em junho, com vigência a partir de 3 de setembro. A medida, que não foi conhecida previamente pelo governo brasileiro e pela presidente da Comissão Europeia, foi discutida por líderes do G7 na França.
A União Europeia fundamenta o veto na ausência de informações do Brasil que comprovem o cumprimento de requisitos sobre antimicrobianos. Essas substâncias, usadas na pecuária para tratamento ou crescimento, são proibidas no bloco europeu, segundo a Comissão Europeia.
Em reunião realizada na França, no dia 16 de junho de 2026, o presidente do Conselho Europeu, a presidente da Comissão Europeia e o presidente brasileiro debateram o impasse. Os líderes se comprometeram a buscar soluções que atendam às preocupações sanitárias e fitossanitárias do bloco.
O governo brasileiro afirma não se opor às proteções sanitárias europeias e segue enviando os dados solicitados. Contudo, especialistas avaliam que a resolução pode exigir discussão em nível político, e não apenas técnico, para evitar atrasos no processo.
O bloco europeu representa o terceiro maior destino da carne brasileira, conforme dados do Agrostat, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

