A United Airlines considera improvável buscar um grande acordo de consolidação após a recusa da American Airlines, declarou o presidente-executivo Scott Kirby. Kirby afirmou que, embora a empresa esteja aberta a comprar ativos em momentos de pressão de custos de combustível, a fusão não avançará.
Kirby explicou durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo no Rio de Janeiro que a American Airlines rejeitou a união. Segundo a companhia, a fusão seria anticompetitiva e prejudicaria os clientes. O executivo da United defendeu que o acordo poderia beneficiar os consumidores, mas disse que a transação exigia o apoio da diretoria da American, o que não se concretizou.
Apesar da baixa probabilidade de fusão, Kirby manteve a porta aberta para a compra de ativos, caso os altos preços do combustível pressionem concorrentes mais fracas. Ele comentou que a United espera que o aumento das tarifas ajude a recuperar o impacto financeiro do custo do combustível ainda neste ano, mantendo confiança na demanda do mercado.
Kirby também diferenciou a United de rivais, afirmando que o sucesso da companhia se deve ao investimento em marcas e produtos valorizados pelos viajantes, e não apenas ao balanço patrimonial. Ele descartou a compra de refinaria como solução estrutural para a exposição ao custo volátil de combustível.

