Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram sensores biodegradáveis para monitorar a saúde de plantas em tempo real. Os dispositivos, feitos de tinta de carbono impressa em bioplásticos, permitem medir diversos fatores, incluindo a presença de pesticidas, em tempo rápido e sem danificar o vegetal.
Os sensores podem ser fixados em caules, cascas e folhas, fornecendo bioinformação sobre temperatura, umidade, desidratação, biomarcadores e níveis de nutrientes. Segundo Paulo Augusto Raymundo-Pereira, professor do IFSC-USP, a tecnologia permite uma detecção não destrutiva, rápida e descentralizada.
O material utilizado é acetato de celulose, de origem vegetal e biodegradável, o que difere dos polímeros plásticos não renováveis usados em dispositivos atuais. Cada sensor duplo detecta três classes de pesticidas, como diquat e carbendazim, em 3 minutos e 28 segundos. O custo de cada unidade é de US$ 0,077.
A plataforma do sensor é integrada a um potenciostato portátil sem fio, exibindo a análise em tempo real em um celular. A equipe também testou a tecnologia em maçãs e pimentões, simulando uso real em campo. A pesquisa recebeu apoio da Fapesp e os pedidos de patente já estão no Inpi.

