A Vale, maior produtora global de minério de ferro, vê a Índia como um novo motor de crescimento para suas exportações, segundo o CEO Gustavo Pimenta. A empresa não identifica redução na demanda por seus minérios, mesmo com a desaceleração na China, e registra margens crescentes devido ao conflito com o Irã.
Pimenta afirmou que a demanda mundial por minerais críticos está “superconstrutiva” para a mineradora. A empresa elevou em US$ 1,5 bilhão a previsão de fluxo de caixa livre para o minério de ferro, projetando um preço médio de US$ 112 por tonelada neste ano, acima dos US$ 102 previstos antes do conflito.
Embora a China possa ter atingido o pico de produção de aço, a Vale prevê que o crescimento da demanda migrará para outras regiões. O CEO declarou otimismo com as perspectivas, destacando que a Índia será um motor importante, dobrando sua produção de aço bruto na próxima década.
Apesar do cenário geopolítico, a mineradora suspendeu operações em Omã até o terceiro trimestre devido a restrições logísticas. As operações no país, que representam cerca de 29% da produção total, dependem da pacificação do conflito para reabertura.

