A AutoZone, varejista de autopeças sediada em Memphis, demonstra resiliência ao modelo de e-commerce da Amazon. Analistas apontam que o negócio se sustenta na necessidade de consultoria humana no ponto de venda, um fator que o mercado tem subestimado.
A tese de investimento aponta que o modelo de negócio da AutoZone é o oposto do foco atual do mercado em inteligência artificial. Embora a empresa ofereça descontos significativos online, apenas 1% a 2% das vendas são realizadas por canais digitais. Segundo um analista, os clientes pagam mais para ir à loja porque necessitam conversar com os associados, o que configura um diferencial competitivo chamado “consult to sell”.
Em termos financeiros, a AutoZone registrou receita de US$ 4,84 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior. O segmento comercial, que atende mecânicos profissionais, é destacado como o principal ativo, com vendas domésticas atingindo US$ 1,40 bilhão, um aumento de 10,4%. A companhia também retornou a uma margem operacional superior a 19% no período.
A ação da empresa negociou com queda de 16% no último ano, enquanto o índice SPY subiu 24% no mesmo período. O preço atual da ação está abaixo da média de cinco anos, com o P/E futuro em 18, abaixo da média histórica de mais de 19. Além disso, houve movimentação de investidores internos, como a compra de ações por um diretor em maio de 2026.


