As vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram 0,9% em maio, superando a expectativa de 0,6% e marcando o maior avanço em três meses. O dado, divulgado em 18 de junho, mostra que o consumo se mantém forte, embora o crescimento seja financiado por reservas domésticas em queda.
O crescimento das vendas no varejo, conforme apontado por analistas, foi o mais robusto desde março, quando o avanço registrou 1,6%. O dado de maio, que superou a projeção, gerou pouca reação nos mercados de títulos, pois os negociadores observaram que parte da força veio de setores além do consumo discricionário.
O crescimento essencial (core retail sales) atingiu 0,7% em maio, o maior desde março. Este indicador captura gastos em lojas de departamento, comércio eletrônico e serviços, diferentemente do impacto do aumento do preço dos combustíveis, que impulsionou as vendas em postos.
Apesar da resiliência do consumidor, a sustentabilidade do gasto é questionada. A taxa de poupança caiu para 3,7% no primeiro trimestre de 2026, o nível mais baixo em oito trimestres. Isso indica que os gastos marginais estão sendo cobertos pelo uso de reservas, um mecanismo com prazo limitado.

