Um especialista em energia afirmou que veículos elétricos são a espécie chave que impulsiona ciclos de feedback em setores como solar, baterias e eletrônica de potência. A análise aponta o superciclo de eletrificação, mas sugere cautela em relação às ações da empresa líder no curto prazo.
O analista de investimentos, Andy Lubershein, estruturou um modelo que considera quatro pilares para o ‘stack tecnológico eletroindustrial’: fotovoltaicos solares, baterias de íon de lítio, veículos elétricos e eletrônica de potência. Ele explicou que a eletrônica de potência funciona como o ‘tecido conectivo’ entre esses elementos.
A tese se baseia em ciclos de feedback compostos. O volume de vendas de veículos elétricos impulsionou a escala de fabricação, reduzindo custos de baterias. Paralelamente, investimentos em semicondutores de banda larga foram aplicados em aplicações de rede elétrica. A empresa líder no setor, Tesla, registrou receita de US$ 22,39 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com margem bruta automotiva de 21,1%.
Apesar do crescimento, o especialista alertou que as ações da empresa negociam perto de US$ 400,49, próximo ao alvo de consenso de US$ 420,55. Ele concluiu que o superciclo é uma tese secular de longo prazo, e que os maiores beneficiados podem ser empresas de semicondutores que sofreram em 2023, mas estão se recuperando.

