O mercado imobiliário de Goiânia registrou um crescimento de 12,7% nas vendas de imóveis no primeiro trimestre de 2026. A capital goiana viu o metro quadrado residencial atingir média de R$ 10.914, valor que supera R$ 13 mil em áreas nobres, mesmo com juros elevados.
A valorização do setor ocorre em meio a uma demanda aquecida e oferta insuficiente. Segundo dados, o crescimento de vendas em Goiânia foi três vezes superior ao avanço de 4,1% visto no mercado nacional no mesmo período. O estado de Goiás, que cresceu populacionalmente cerca de 20% entre os dois últimos censos, consolida-se como polo regional, o que sustenta a procura por imóveis na capital.
Contudo, há um descompasso na habitação popular. Enquanto quase metade das vendas no país ocorre via programa federal, em Goiânia apenas 26% das unidades comercializadas se enquadram na modalidade. Empresários da construção civil atribuem parte desse quadro à demora na aprovação de projetos, o que retarda lançamentos e afeta especialmente a oferta para famílias de menor renda.
A alta de preços é mais intensa em bairros como Marista, Bueno, Oeste e Jardim Goiás, onde o metro quadrado chega a R$ 13.462 no Marista. Especialistas apontam que custos de material, escassez de mão de obra e crédito encarecido pressionam os valores para cima, indicando que a valorização deve continuar ao longo de 2026.


