As vendas do comércio varejista para o Dia dos Namorados, em 12 de junho de 2026, devem somar R$ 2,84 bilhões descontada a inflação. Os dados, divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), indicam uma alta de 2,5% em relação aos R$ 2,77 bilhões registrados em 2025.
A CNC aponta a data como a sexta comemorativa mais importante para o varejo em termos de movimentação financeira. O resultado superior ao de 2025 está ligado ao dinamismo do mercado de trabalho, visto que a taxa de desemprego no Brasil foi de 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este índice é o menor registrado para um trimestre encerrado em março desde 2012.
José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, orientou o consumidor a pesquisar bem, devido ao aperto monetário causado pela alta taxa de juros. O setor de vestuário, calçados e acessórios deve liderar as vendas, com volume de R$ 1,12 bilhão, o que representa quase 40% do total esperado. Em segundo lugar, figuram utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com R$ 875 milhões.
O segmento de farmácias, perfumarias e cosméticos fecha o top três com R$ 346 milhões. A cesta típica de bens e serviços consumidos na data registrou alta média de 5,8% em 2026. Os preços de chocolates, joias e flores apresentaram as maiores variações, com aumentos de 22,7%, 20,0% e 11,3%, respectivamente.

