O Tribunal de Justiça do Paraná aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná contra o vereador de Curitiba, tornando-o réu pelo crime de concussão. O parlamentar negou o esquema de “rachadinha” em depoimento, alegando que os valores recebidos eram empréstimos pessoais.
O vereador, que foi flagrado em vídeo recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma funcionária, afirmou ao Ministério Público que o montante fazia parte de um empréstimo de R$ 12 mil. Ele declarou que fez um aporte para a servidora e tem cobrado o retorno do valor, pois a relação era baseada em confiança.
A denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) resultou na aceitação da acusação pelo Tribunal de Justiça do Paraná. O MP solicitou o afastamento do vereador do cargo, e a Justiça concedeu um prazo de dez dias para que a defesa se manifeste sobre o pedido.
Durante uma operação do Gaeco, foram encontrados em endereços ligados ao parlamentar cerca de R$ 70 mil em dinheiro vivo e uma mochila contendo R$ 12 mil em envelopes. Uma servidora prestou depoimento e relatou ter sido pressionada a repassar parte do salário ao vereador, chegando a contrair empréstimos para cumprir a exigência.


