A Vigilância Sanitária de Anápolis mantém sob custódia equipamentos de raio-X encontrados em um ferro-velho municipal. As autoridades investigam a origem dos aparelhos e planejam o descarte seguro dos componentes perigosos, como o óleo tóxico.
O gerente da Vigilância Sanitária do município, Césio Malaquias, confirmou que uma avaliação técnica descartou risco radiológico para a população. Segundo ele, os aparelhos portáteis antigos só emitiriam radiação se estivessem ligados à eletricidade e em funcionamento. No entanto, a maior preocupação reside no óleo interno, que contém substância cancerígena e altamente tóxica, podendo gerar acidente ambiental se descartado incorretamente.
Por essa razão, os equipamentos foram movidos para uma área restrita da Vigilância Sanitária, sob vigilância permanente. O objetivo é permitir que órgãos competentes rastreiem a procedência, identificando numeração e modelo antes de qualquer descaracterização. Somente após essa etapa, os componentes contaminantes passarão por tratamento térmico em empresa especializada.
O caso foi acionado após denúncia ao Corpo de Bombeiros. A Vigilância Sanitária assegura que não há perigo para moradores ou trabalhadores da região. O município segue protocolos específicos para o descarte de equipamentos de raio-X, impedindo que materiais de risco ambiental sejam tratados como sucata comum.

