Problemas de visto impostos pelo governo dos EUA estão afetando a preparação para a Copa do Mundo, que começa em dois dias. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve sua entrada negada nos Estados Unidos, apesar de ter sido eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025.
As políticas rigorosas de imigração do governo dos EUA têm causado transtornos antes do início do torneio. O árbitro Artan, escolhido pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para atuar no Mundial, não poderá participar, conforme confirmado pela FIFA. O governo dos EUA justificou a recusa com ‘preocupações no processo de triagem’. Um porta-voz da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) informou que o árbitro passou por uma inspeção adicional ao desembarcar em Miami, vindo de Istambul.
A Somália figura entre as 39 nações afetadas pelo veto de viagem da gestão Trump. Um porta-voz da FIFA declarou que cabe ao governo anfitrião determinar quem recebe o visto. Artan comunicou que, apesar das circunstâncias, está focado nos próximos desafios de sua carreira.
A situação se repete com outras delegações, como a do Irã, que enfrentou aumento de medidas de segurança ao desembarcar. Além disso, há relatos de que torcedores da Escócia tiveram permissões de viagem revogadas em cima da hora, gerando prejuízos financeiros significativos. Esses problemas levaram um ex-jogador inglês a rotular a competição como a “Copa do Caos”.


