A Volkswagen estuda reduzir sua força de trabalho em até 100 mil postos e pode fechar quatro fábricas na Alemanha. A medida faz parte da ofensiva do CEO Oliver Blume para tornar a montadora europeia mais competitiva.
Os planos, apresentados em reunião do conselho de gestão, visam cortar € 11 bilhões em custos gerais até o fim da década. Entre as unidades em risco estão uma fábrica da Audi em Neckarsulm e unidades da Volkswagen em Hanover, Zwickau e Emden.
A estratégia busca enxugar o grupo, que emprega cerca de 657 mil pessoas, diante dos impactos das tarifas dos EUA e da fraqueza do mercado chinês. Além disso, Blume avalia separar as unidades de componentes e a própria marca Volkswagen.
Líderes sindicais reagiram aos novos planos. O conselho de trabalhadores e o sindicato IG Metall declararam em nota conjunta que os cortes “geram insegurança entre nossos funcionários e nas regiões onde atuamos”.
A montadora enfrenta dificuldades de reestruturação, pois representantes dos trabalhadores ocupam metade das cadeiras no conselho de supervisão. Analistas apontam que a concorrência das montadoras chinesas atinge com mais força o gigante alemão.

