Uma erupção vulcânica no Monte Tambora, na Indonésia, em abril de 1815, provocou o “Ano Sem Verão” em 1816. A explosão lançou grandes quantidades de cinzas e gases na atmosfera, causando queda de temperatura em todo o planeta.
A erupção, considerada a maior documentada, ocorreu em 10 de abril de 1815. A força do evento foi tamanha que foi ouvida a mais de 2.500 quilômetros de distância. Além da destruição imediata, o vulcão liberou milhões de toneladas de dióxido de enxofre na estratosfera. Esse gás formou uma camada de aerossóis que refletiu a luz solar, diminuindo a energia que atingia a superfície terrestre.
Os efeitos climáticos foram sentidos em 1816. Na Europa e na América do Norte, houve neve em meses quentes, e geadas destruíram plantações. A escassez de alimentos gerou fome, migrações e revoltas em diversos países. Pesquisadores afirmam que as mudanças climáticas também favoreceram epidemias e alteraram o regime de monções na Ásia.
As consequências se estenderam à cultura. O céu com partículas vulcânicas produziu pores do sol avermelhados, inspirando artistas. O clima frio e chuvoso também manteve escritores confinados, como Mary Shelley, que escreveu Frankenstein durante o verão europeu de 1816.

