O vulcão Villarrica, um dos mais ativos do Chile, registrou aumento de atividade superficial com episódios de incandescência na cratera. O fenômeno, que inclui maior emissão de gases e radiação térmica, levou órgãos chilenos a reforçar o acompanhamento do maciço.
Câmeras de monitoramento flagraram o aumento da frequência da incandescência no interior da cratera desde a última quarta-feira. O Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) divulgou relatórios especiais sobre a evolução da atividade. O Observatório Vulcanológico dos Andes Meridionais (Ovdas) detectou aumento da radiação térmica e das concentrações de gases vulcânicos no entorno do maciço.
Na madrugada deste domingo, equipamentos registraram emissões da cratera atingindo cerca de 460 metros de altura. Especialistas identificaram também aumento em parâmetros ligados à movimentação de fluidos. O Sernageomin explicou que os dados são compatíveis com um sistema de conduto aberto e com a aproximação do lago de lava à superfície.
Apesar da intensificação em alguns indicadores, os órgãos de monitoramento afirmam que não há sinais de aumento de atividade explosiva. O vulcão permanece sob **Alerta Técnico Verde**, o nível mais baixo. O Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred) alertou que explosões repentinas sem sinais precursores não podem ser descartadas.

