A Walmart, varejista global, apresenta um cenário de compra segundo analistas, apesar da alta avaliação das ações. O preço atual, de US$ 116,89, reflete um recuo pós-resultados, mas o crescimento do comércio eletrônico e das receitas de publicidade sustenta a tese de investimento.
A empresa opera a maior rede de varejo físico do mundo, com mais de 10.900 lojas em 19 países, atendendo cerca de 280 milhões de clientes semanalmente. O crescimento do digital é um pilar da defesa do varejista. O comércio eletrônico global cresceu 26% no primeiro trimestre do ano fiscal 2027, atingindo 23% das vendas líquidas. Além disso, as receitas de publicidade global subiram 37% e as taxas de associação cresceram 17,4%, representando as linhas de maior margem.
O cenário macroeconômico reforça a posição da empresa. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) está em 332,4, um pico de 12 meses, enquanto as vendas no varejo dos EUA atingiram US$ 757,1 bilhões em abril. A gestão da Walmart reiterou a previsão de lucro por ação (EPS) ajustado para o ano fiscal 2027 entre US$ 2,75 e US$ 2,85 e autorizou uma recompra de ações de US$ 30 bilhões.
O argumento contrário foca na avaliação, com a empresa negociando a um P/E de 42. Críticas apontam que o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre e que a atividade de investidores internos tem sido de venda. Contudo, a perspectiva de longo prazo aponta para a consolidação do mix digital, favorecendo compradores pacientes.

