A Walmart gera receita digital de alta margem, com publicidade e adesões representando um quarto dos lucros, sustentando valor para acionistas. A companhia utiliza seu vasto público para criar fluxos de receita semelhantes a softwares, que se tornam independentes das lojas físicas.
O crescimento da receita de publicidade global foi de 37% no último trimestre, enquanto a receita de adesão cresceu 17,4% globalmente. Segundo o ex-CFO, esses segmentos representam “um quarto de nossos lucros”. As vendas do marketplace subiram quase 50%, e o e-commerce alcançou 23% das vendas líquidas totais.
A empresa mantém um retorno sobre o patrimônio líquido de 22,97%. O motor de valorização para acionistas não é o dividendo, mas sim o programa de recompra de ações. Em fevereiro de 2026, a Walmart autorizou um novo programa de recompra de 30 bilhões de dólares.
Apesar de indicadores de sentimento do consumidor estarem próximos de níveis recessivos, a empresa continua ganhando participação de mercado. O foco da tese de longo prazo reside no crescimento por meio de recompras e dividendos reinvestidos, e não em movimentos de preço de curto prazo.


