O novo presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sinalizou a intenção de reformar a comunicação do banco central dos EUA. Em sua primeira coletiva, ele anunciou a redução de pronunciamentos e a ausência de ‘orientação futura’, buscando distensionar a relação com o governo.
Warsh utilizou um tom reformista, indicando que atacará o padrão de comunicação estabelecido durante a gestão de Jerome Powell. Ele comentou o comunicado de juros, que teve apenas 130 palavras, metade do tamanho dos textos anteriores. Essa mudança representa uma tentativa de ‘cala-boca’ na instituição, que atuava como voz dissonante ao governo.
O presidente do Fed declarou que a ‘orientação futura’ não é adequada para a conjuntura atual da política monetária. Com essa postura, Warsh pretende deixar a comunicação sobre a saúde econômica dos EUA sob responsabilidade do Tesouro e da Secretaria de Estado. Ele também mencionou que uma força-tarefa anterior buscava soluções para desidratar o Resumo das Projeções Econômicas.
Apesar dos sinais de reforma, o cenário econômico apresenta desafios. As projeções de inflação do Fed subiram de 2,7% para 3,6% em poucos meses. Além disso, o relatório de emprego de maio registrou criação de 172 mil vagas, superando as 85 mil projetadas pelo mercado. No entanto, a manutenção dos juros foi unânime no Fomc, o que acalmou o mercado financeiro.

