A Waste Management (WM) é apresentada como um ativo de longo prazo devido à sua vasta rede de aterros sanitários na América do Norte, que cria uma barreira competitiva. A empresa mantém um dividendo crescente, com cobertura de pagamento entre 22% e 24% do fluxo de caixa operacional, e um beta de 0,457, que atenua riscos em quedas de mercado.
A WM opera a maior rede de aterros e estações de transferência do continente, um ativo que concorrentes não conseguem replicar. Segundo o CEO, Jim Fish, a escassez de capacidade de aterro permite à companhia aumentar preços, o que se refletiu em uma expansão de margem de 110 pontos-base no segmento de Coleta e Descarte. A empresa se posiciona como uma utilidade regulada com poder de precificação no setor privado.
O fluxo de renda da companhia cresceu consistentemente, elevando o dividendo de US$ 1,70 em 2017 para US$ 3,78 em 2026. Além disso, a gestão planeja US$ 2 bilhões em recompras de ações em 2026, e o fluxo de caixa livre quase dobrou no primeiro trimestre, chegando a US$ 920 milhões. A coleta de lixo é um serviço não discricionário, garantindo receita mesmo em recessões.
Apesar de ter apresentado queda de 6,51% nos últimos doze meses enquanto o índice S&P 500 avançava, a tese de longo prazo da WM se baseia na rede de aterros. A ação, cotada em torno de US$ 214,60, possui um P/L futuro de 26 e um histórico de dividendos ininterruptos, sendo adequada para investidores focados em estabilidade.

