O líder chinês, Xi Jinping, visitou a Coreia do Norte para reforçar a influência de Pequim sobre o país vizinho. A reunião ocorre em um momento de desgaste na parceria e de crescente aproximação entre Pyongyang e a Rússia, o que gera preocupação estratégica para a China.
A relação entre China e Coreia do Norte, historicamente definida como um vínculo de parceria, tem sofrido desgaste nos últimos anos. A China busca manter a estabilidade em sua fronteira e preservar sua influência sobre o aliado, sem se envolver em crises geradas pelas ambições nucleares norte-coreanas. Autoridades sul-coreanas avaliam que Xi pode tentar posicionar a China como mediadora entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.
A aproximação entre Coreia do Norte e Rússia tem alarmado a China. Desde a invasão da Ucrânia, o país norte-coreano intensificou a cooperação militar com o presidente russo, Vladimir Putin, assinando um pacto de defesa mútua em 2024. Especialistas apontam que a China não vê com bons olhos que a Rússia se torne a principal força de influência sobre o regime norte-coreano, pois isso reduziria a capacidade chinesa de pressionar o país.
Para manter a relação, a China tem adotado medidas pragmáticas, como o aumento das exportações, que saltaram para cerca de US$ 2,3 bilhões no ano passado. O líder chinês também buscou um reencontro formal com o líder norte-coreano, descrevendo os dois países como “bons vizinhos, bons amigos e bons camaradas unidos por um destino comum”.


