Em 2012, a empresa então chamada Facebook adquiriu o Instagram por US$ 1 bilhão, mesmo com o aplicativo não gerando receita e contando com apenas 13 funcionários. A compra, vista inicialmente como arriscada pela imprensa, provou ser uma defesa estratégica contra a migração de usuários para dispositivos móveis.
A decisão de adquirir o aplicativo de compartilhamento de fotos ocorreu quando a plataforma principal enfrentava desafios: os usuários migravam para o celular mais rápido que o sistema de anúncios conseguia acompanhar, e o público central estava envelhecendo. A aquisição visava capturar os usuários jovens e nativos do celular que a empresa precisava reter.
Quatorze anos depois, o segmento Família de Aplicativos da Meta gerou US$ 55,91 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com 3,56 bilhões de usuários ativos diários. Os gastos de infraestrutura de Inteligência Artificial de Mark Zuckerberg, estimados entre US$ 125 e US$ 145 bilhões, indicam que a liderança da empresa mantém uma postura de vigilância contra disrupções.
A estratégia de compra defensiva foi repetida em 2014 com o WhatsApp. Analistas apontam que a paciência da empresa em integrar o Instagram, demorando três ou quatro anos para implementar anúncios, foi um fator chave para o sucesso da aquisição, transformando o investimento inicial em uma política de seguro de baixo custo.

