Quarenta e nove mulheres se inscreveram no programa CNH Social no Acre, após o encerramento do prazo em 30 de junho. Os dados da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) mostram que o número representa 19,6% das 250 vagas destinadas a vítimas de violência doméstica e familiar.
As inscrições, que tiveram início em 13 de abril, foram prorrogadas em duas ocasiões, estendendo-se até 30 de junho. O cadastro era realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AC). O Detran-AC explicou que as prorrogações visavam garantir condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade pudessem se afastar de relações violentas, muitas vezes mantidas pela falta de mobilidade e independência.
Desde sua criação em 2022, a ação já beneficiou 17 mil pessoas no Acre. O estado é o terceiro brasileiro a adotar a medida, e para a efetivação do cadastro, as mulheres tiveram seus dados validados pelo CadÚnico e pela Polícia Civil.
O contexto da iniciativa ocorre em um cenário de alta violência contra a mulher no estado. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Acre registrou 14 feminicídios em 2025, apresentando a maior taxa proporcional no país, estimada em 1,58 casos por 100 mil habitantes.

