A maioria dos fundos de investimento imobiliário (FIIs) negociados no índice IFIX está abaixo do seu valor patrimonial. Segundo análise de dados, 92% dos fundos apresentam desconto, um fenômeno que a recompra de cotas busca corrigir.
Desde que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitiu a recompra de cotas, gestoras iniciaram a estratégia. Um exemplo é o caso de um fundo, onde a recompra de cerca de 5% das cotas ocorreu com um desconto médio de 16,8% sobre o valor patrimonial. A operação gerou um ganho patrimonial de aproximadamente 0,9% para a gestora.
A análise de dados do índice IFIX, compilada pela DataBay, aponta que 97 dos 106 fundos negociados estão com preço inferior ao valor patrimonial. A mediana desse desconto é de 14,5%. Os fundos de recebíveis, cujos títulos são marcados a mercado, tendem a negociar próximos ao valor patrimonial, enquanto os fundos de tijolo e crédito de maior risco apresentam descontos mais acentuados.
A recompra de cotas, nesse contexto, é vista como um mecanismo aritmético, e não apenas como sinalização de mercado. Ao recomprar a cota a um preço descontado, o fundo adquire o portfólio de ativos por um valor inferior ao seu valor contábil. A questão central é a divergência entre o preço de mercado e o valor intrínseco dos ativos.

