A suinocultura brasileira deve apresentar cenário mais favorável em 2027, segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. O setor atravessa um período de acomodação após expansão da produção, o que reduziu os preços pagos aos produtores e pressionou a rentabilidade.
Santin explicou que o processo de ajuste da oferta já ocorre, mas é mais lento que em outras cadeias de proteína animal devido ao ciclo de produção dos suínos. A entidade avalia que a recomposição do equilíbrio entre oferta e demanda deve acontecer ao longo do segundo semestre, o que deve aliviar gradualmente a pressão sobre os preços e recuperar as margens dos produtores no próximo ano.
Apesar do recuo nas cotações internacionais, o desempenho das exportações permanece robusto. Nos 18 primeiros dias úteis de julho, o Brasil embarcou cerca de 105 mil toneladas, volume que pode ser recorde mensal. A demanda externa se mantém consistente, impulsionada por ações de promoção comercial em mercados como as Filipinas, principal destino da carne suína brasileira.
A ABPA considera que a combinação de exportações aquecidas, ajuste gradual da produção e crescimento do consumo doméstico cria condições para uma recuperação mais consistente da atividade ao longo de 2027.


