A Robinhood Markets, plataforma de finanças de consumo, enfrenta queda de 20,57% no ano, mas análises indicam que suas ações podem dobrar até 2030. O crescimento da receita no último trimestre foi de 32% ano a ano, atingindo US$ 1,308 bilhão, apesar de desafios como a queda na receita de cripto e um processo judicial.
Apesar dos resultados positivos, como o lucro líquido que saltou 48% para US$ 573 milhões, o desempenho das ações tem sido pressionado por fatores específicos. A receita de cripto caiu 38% ano a ano para US$ 100 milhões, e o beta da empresa, de 2,34, a torna mais sensível a riscos de mercado. Além disso, um processo coletivo alega que o hub de mercados de previsão opera como jogo de azar esportivo sem licença.
O consenso de Wall Street projeta um potencial de alta de 36%, com 78% das avaliações sendo de compra. Contudo, a projeção de US$ 180 por ação até 2030 exige um ganho de 100,4% a partir do preço atual de US$ 89,84. Para atingir esse patamar, a empresa precisa de um crescimento significativo no lucro por ação (EPS) até 2030.
Atingir a meta de US$ 180 se torna realista se a trajetória de crescimento for mantida, especialmente com o avanço de produtos como o Robinhood Chain e a expansão internacional. O CEO Vlad Tenev afirmou que o foco da empresa é “fazer todos serem donos”. O principal risco apontado é um reset de sentimento impulsionado por cripto antes que o EPS acompanhe o crescimento.

