As ações de Vivo e TIM caíram após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), refletindo a preocupação dos investidores com a disputa acirrada no mercado de telefonia móvel brasileiro. Na sessão seguinte aos balanços, os papéis registraram quedas de 5,98% e 5,81%, respectivamente, desempenho inferior ao do Ibovespa.
O Bank of America (BofA) avaliou que, embora a Vivo tenha apresentado maior resiliência operacional, o cenário competitivo pode restringir o crescimento das margens das duas companhias. Segundo o banco, a receita de serviços móveis da Vivo cresceu 6,6% anualmente, superando a Claro (6,1%) e a TIM (4,6%).
A TIM registrou avanço de apenas 3,1% na receita móvel, ficando 1,5 ponto percentual abaixo da inflação e marcando o primeiro trimestre de crescimento real negativo desde 2022. O BofA comentou que essa vantagem da Vivo pode ser temporária, pois os resultados podem ter sido impulsionados por promoções comerciais agressivas.
A concorrência se intensificou, e a TIM reconheceu que concorrentes ampliaram ofertas promocionais no fim de 2025, o que levou à perda de participação de mercado. Analistas do Bradesco BBI reforçaram essa visão, afirmando que o menor ritmo de crescimento das receitas deve reduzir a alavancagem operacional do setor.
Em revisão, o BofA reduziu o preço-alvo da Vivo para R$ 37, ante R$ 39, e o da TIM para R$ 24, de R$ 27. O banco reiterou a recomendação de desempenho abaixo da média do mercado para ambas as empresas.


